Atenção, apaixonados, amantes e afins.
Abril 22, 2008
A vocês que são os responsáveis
Por me fazerem acreditar
Não se façam de desentendidos
Não estar apaixonado é um constante tormento. Vocês, amantes, acham mesmo que pensar na Tal Pessoa dia e noite sem parar é incômodo? Experimentem não pensar em ninguém; ou, quando pensar, ela vir automaticamente acompanhada de outra – que não seja você, claro, ou seria estar apaixonado. Se bem que pensar em alguém com outra também seria estar apaixonado. É, seria. Então a questão aqui é outra. Estar apaixonado e não ser correspondido é um constante tormento. Não que seja o meu caso, oquei? Eu não sofro dessa doença, ao menos não ultimamente. Freud também poderia explicar isso como um mecanismo de defesa do ego – negação. Mas Freud não sabia de nada, meu ego não está se defendendo. Meu ego está dizendo a verdade – ele é sincero. O que eu queria dizer, na verdade, é que me cansa ver filmes românticos, ler poemas românticos, contos românticos, tudo romântico. Me cansa. Meus melhores amigos, românticos, idem. E não, isso não vem de alguém que só porque está só há algum tempo adquiriu aversão ao romantismo. Ou vem, não sei. Eu acredito no amor, acredito sim. Só ainda não o conheci nesse sentido em que chamam de “imensurável”. Uma vez até pensei ter conhecido. E às vezes acho que foi isso mesmo, “imensurável”. Mas a fita métrica acabou se revelando longa demais e o imensurável foi medido – medido e assim se tornou finito. E como todas as coisas finitas, acabou. É aí que eu olho para meus amigos, tão profundamente apaixonados. Olham-se como pela primeira vez, abraçam-se, trocam palavras de amor. Acho tudo muito bonito e às vezes sinto um pouco de inveja. Só que também lembro que já tive isso, tive mesmo. Já abracei alguém por horas sem me importar com mais nada, apenas sugando aquele cheiro de colônia até em embriagar. Mas acabou. Penso se com eles tudo irá acabar também. E, em silêncio, torço para que não. Não por que tentar sair com os dois será estranho ou por que teoricamente terei de “escolher um lado”. Não é isso, nenhum desses pensamentos egoístas. É outro pensamento egoísta: eles me fazem, de alguma forma, acreditar novamente na sinceridade entre duas pessoas que assim se vêem uma na outra e se encontram. Não queria dizer “que se amam” pra não ficar pegajoso, mas é isso mesmo. Pessoas que se amam, essa breguisse toda. Gosto de pensar que é verdadeiro e me aproveito um pouco desse amor que eles jogam de um lado pro outro; tomando um pouco pra mim, guardando no bolso e coletando provas para me convencerem. Me convencer mais uma vez de que isso existe, mesmo sendo abstrato, invisível, incolor; mas extremamente “dolor”. Ainda assim, continua sendo uma pena que os poemas que eu leio sejam para ninguém, as lágrimas que faço rolar sejam para ninguém. É, não estar apaixonado é um constante tormento. Um constante desperdício.
Assinado,
Eu, brega e escrevendo.
Abril 22, 2008 at 3:20 am
Um texto direto, simples. Acho que a produção de um texto sobre determinado vem dar um ponto final, finalmente. =P
Não sei pra você, mas eu considero isso aqui como uma exposição da sua mente (pelo menos no meu caso, quando eu escrevo, ou seja, nunca, é assim que eu vejo meus textos)… E se está publicado aqui, é verdade. Não duvido mais de você.
Abril 22, 2008 at 3:21 am
Um texto direto, simples. Acho que a produção de um texto sobre determinado assunto vem dar um ponto final, finalmente. =P
Não sei pra você, mas eu considero isso aqui como uma exposição da sua mente (pelo menos no meu caso, quando eu escrevo, ou seja, nunca, é assim que eu vejo meus textos)… E se está publicado aqui, é verdade. Não duvido mais de você.
Abril 22, 2008 at 5:11 pm
Concordo com o rúlio.
E ainda tenho que dizer, que você é boa de qualquer jeito, ok.
É que quando você sofre, você só tem mais vontade de colocar pra fora tudo isso. E eu não gosto de ver você sofrer, claro. Então, prefiro uma amiga não- escritora e feliz do que uma escritora infeliz, até porque eu sei que você é capaz de escrever muito bem em qualquer estado de humor – como eu já disse.
E pode pegar nosso amor, mah. A gente também ama você, muito, muito :*
Abril 22, 2008 at 5:52 pm
http://theselittlethings.wordpress.com/2007/07/11/da-amargura/
O começo do seu texto me lembrou esse aí (que está um tanto mal escrito mas é derivado de um estado semelhante) e me ocorreu que a vida é feita de fases (ou fezes, isso é uma daquelas coisas copo cheio/copo fazio, acho rs) e bem, sei lá, é óbvia e ululante a mudança que se passou comigo so, y’know, você ainda tem esperanças. O amor é como uma caneta bic: É só você parar de procurar que encontra.
Abril 25, 2008 at 2:36 am
hahaha. clap clap clap! mto boua sua sinceridade e o escancaramento. e viva o amor, quanto mais o brega! toca um reginaldo rossi aí =P. e freud realmente tá com nada, tem problemas ele, deixa. mas nem acho que é um desperdicio os romantismos pra ninguem, q eh um tormento eh, mas sei lah… tormento eu vejo quase como uma constante, independente de amar ou nao, hahahaha.
Maio 20, 2008 at 11:14 am
Odeio meus amigos apaixoados. Acabei de perder meu melhor amigo para um melhor amante. Merda.
Fevereiro 4, 2009 at 1:49 am
olha posso dizer com total certeza de que parece que quem escreveu esse texto aí até fui eu!